quarta-feira, 26 de maio de 2010

elaiá, que saudade disso aqui.

Plausível show de humanidade.
Com aquelas, velhas, características que só ela tem
É quando a gente vê, de verdade
A falta que tudo faz.
O sonho que nunca vem.
É quando sabemos, sempre
De nada que é certo, enfim
De tudo que é bom pro mundo
De tudo que é ruim pra mim.
As coisas não são modernas
Nem lógicas e nem sensatas
Não são como a longa espera
Mas doem tanto quanto elas mesmas.
Me fazem parecer bacana
Conversas de meia hora
Que trazem de novo esperança
Certeza de nada, outrora.
As coisas são tão injustas
E tudo dá certo, mirem!
Pequenos espaços de tempo
Antes mesmo das dores saírem.
Antes que eu conte o tempo
Os fatos, os medos, a sede.
Antes que eu volte ao pó
Antes que eu despenque.
Sem volta, sem rota, sem culpa
Sem o velho pesadelo
Com novos e companheiros.
Senhores de terno preto.
Da morte, singela, espera
Das flores murchando sem dó
O tempo, e o tempo, só
Milagreiro pras angústias nossas.

(: