quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

só o tempo...

Posso dizer das noites sem tu
Que sei que jamais serão tão quentes
Que não vão me acolher como só os teus braços fizeram.
Eu posso contar-te da diversão
Da velha imaginação de voltar no tempo bom.
Posso correr contra o tempo
Fugir pro mesmo lugar
Sem me mover,
Sem arriscar
E querer que tudo aquilo me fizesse não sonhar
Com os monstros bem criados
Desenhados no meus sonho
Pesadelo, companheiro
Que me assombra noite ou dia
Que agonia tudo isso
Teu sumiço dos meus dias
Pras noites, agora, tão frias
Que agradam a qualquer um.
Quem diria que então seria assim...
O fim do pra sempre, de novo, me veio
Safado pra sempre precoce.
Carente e tão desprendido
Sofrido suspiro de outrora
Que passa, que vai e volta.
Tormenta da madrugada
Frieza sem coração
Seguindo na direção
Do vento que muda sempre
Daquele que nunca para
Que vara nas noites a fio
Escrevendo por linhas e linhas sem sequer pensar
E apagando-se das culpas do mundo
Tão sábio e absurdo tempo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quimera

Isso só pode ser loucura
Uma aventura sem tamanho
Aquele banho de chuva gelada
Que afaga com a mesma força que leva todas as dores
Sossego pros desamores
Desacordados por eles mesmos
Segredos, nossos, tão meus
De volta a rotina dos dias
Passagem da agonia
Marcada pela intolerância, da vontade e da ganância
De ter e de não poder
E lutar por tudo isso
Pelo jogo perigoso
Do olhar malicioso
E da angustia e palpitação
Do apertado coração
Desamparado pelo mundo
Obscuro mundo negro
Do calado abismo delirante
Clamante por se jogar
À beira daquele mar de desespero
Sedento mar, ribanceiro
Parceiro do meu silêncio
Lamentos e desapego
Amparo e desassossego
Não chego onde quer que queiras
E nem digo o queres ouvir
E nem mostro o que querer ver
Sem poder, sem sequer ter como fazê-lo.
Te procuro em meio ao nada
Assuatada, também pudera
Quimera doutrora
Vaga, pedinte de abrigo
Comigo andando lado a lado
Sempre quieto, do mesmo jeito, calado.

terça-feira, 26 de julho de 2011

AAAAAAAAH!

Roubaram o leite do meu café!
Me deixaram trancada na rotina, quase que com cabresto.
Sem voz pro mundo, sem fundo nem fato.
E nem circunstância para toda essa MERDA.
Só quero a liberdade que nunca me pertenceu.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Será que a gente sabe em que rua a gente se meteu?
Será que já é tarde e há espaço entre você e eu?
E há lacuna entre o dia e noite
E a lua e o sol já estão separados de novo.
Eu tô correndo contra as horas
Contra a nostalgia dos dias de ontem
E tô tão desesperada a ponto de sequer me importar
Já foi o tempo, do tempo.
Já foi a angústia da espera e a mera vontade
Que de novo traz saudade
Anseio, ambiguidade.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eu abri de novo a janela
Dos teus olhos para o mundo
Do meu mundo pequenino
Tão distante dos teus braços
Delirante, eterno laço
Silenciado ao fim do dia.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Feliz Vida, meu bom! *-*

Meu velho, curtindo a vida
Que passa diante dos olhos
Mais anos, ou menos deles, tanto faz.
Já faz parte da rotina
Cada ano, cada dia
Que se completa na estrada.
Traçada história da vida
Do boêmio com skate nos pés
Filosofias sem rima, ou cheia delas.
Passando, se indo, ou não.
Meu bom, que completa a tira
Da vida dele e da minha
De longe, de perto, ou ciberneticamente
Saudade que bate na gente
E deixa a lembrança, fato.
Fica com o meu carinho, toda minha admiração, neste dia que é seu.
Feliz Aniversário, meu bom, tão meu, Haru. *-*

Te amo. ♥

segunda-feira, 6 de junho de 2011

De volta ao dia de depois de ontem
Hoje se te facilita em algo
Vago sentimento de não saber
O silêncio que me atormentava por ser mudo
Me atormenta com barulho agora.
E com chances de voltar atrás
E trazer à tona o nada
E ser de novo ninguém
Falar da boca pra fora
Com tons chorosos de outrora
Saudades, rancores e afins.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sigo sem pensar.. ♪♫

Por fim de nada que nunca acabou
Que às vezes parece que nem começou ainda
E morre aos pouquinhos
No leito da alma
Escorre entre a palma e os dedos da mão.
Me deixa no chão
Com meus pensamentos voando por aí a fora
E agora?!
Espero à noitinha, tão fria e gélida
Pálida noite sem lua, nem rua sob meus pés.
E corro pra longe do meu próprio eu
Me escondo por entre os sonhos
Me encontrosem fé, nem FÁ.
Sem SOL e o sol...
Só sinto queimar a angústia
Esinto me fugir a calma
E mesmo, minh'alma que chora calada
Muda, desnorteada
Sem direção.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

yesterday ♪♫♪

Ontem eu chorei de saudades
Molhei o travesseiro, com lágrimas insistentes
Passageiras, que secaram em minutos, mas que doeram eternidade.
Fui desamparada pela razão.
E tudo tão incoscientemente me fez sentir falta de verdade.
E tudo me fez enxergar como crescemos
Como morremos pouco a pouco, longe do que queremos.
E como vivemos do favor alheio
Tão cheios de vontade das nossas vontades!
Tão vagos pela saudade do que não vivemos.
"Ser artista do nosso convívio, pelo inferno e céu de todo dia"
Já dizia o poeta, surrado de rotina
Amarga e previsível rotina dos meus dias.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

(:

algumas coisas foram feitas para serem aceitas.
Outras para serem engolidas.
Outras para contar pros netos.
E algumas pra nada.

terça-feira, 29 de março de 2011

café?

Pra que tanto café?
Cedo demais pra falar, queimei a língua.
E apenas dois minutos, estará gelado
Desperdiçado...
No fundo do copo, aquele pozinho, parado.
Amargo café, tão doce que misturado ao pedaço de chocolate, perde toda a relevância!
Que intolerância com o pobre.
Ah, que saco não ter assunto
O coitado do café sendo cobaia do meu mau humor.
Que horror!
Acho que vou parando por aqui mesmo
O café já esfriou.

sexta-feira, 25 de março de 2011

corrida

Escrita pouca
De meias palavras
Entrelinhas, entrelados
E o tempo não para.

Zuzaca

Descansa, pequena
Sereno e suave som da flauta
Pra que ensinar a vida?
Quem sofre com despedidas
Se lamenta e dorme.

ao som da Rainha.

Sonha... Com voltas que não virão
Quem partiu e não voltará
Chorando à patria e ela.
Mas nenhuma dor deve ser tão inútil
Sem sofrimento, não há esperança
Bamba, passos de linha torta
Machucada asa, do equilibrista
Artista que nunca morre.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MÚSICA

AMANHÃ: Divulgação dos cursos de Artes, da Uniplac! No calçadão, a partir das 9:00h! COMPAREÇA!


P.S. Porque o curso vai abrir!!! *-*

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ré dó ré

Quero musicar
Me deixe abrir o sol
Lá Si Dó, se vão meus pés
Em busca de mais cantar.
Ré se dá sem mais delongas
Curtos versos, doce arranjo
Canja em bares e botecos
Troco pouco, bons amigos.
Abre o canto passarinho
Acompanho em Fá Maior
Sustenidos e pestanas
Serestas em Si Bemol.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

casa ♫

De mudança
Vida nova
Chega sem pedir licença
Atravessa a nossa vida
Traz bonança, recompensa.
Falta mesa, falta balde
Lava roupa mão à mão.
Despreocupadamente
Dorme-se na sala, na cama, ou no chão.
O arroz que fica pronto
A TV sobre o fogão
Toalha nova *-*
Louça limpa
Casa minha, lá vou eu *------*

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

fim

De volta do mesmo ponto
Com poucas rimas e versos
Avesso, começo torto
Final, atravesso, fim.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Esquinas e encontros...

Paralelos redundantes
Sentimentos persistentes
Insistentes, Andantes
Por entre a gente
Por dentro ào peito
Terapias e fôlego
Para olhar sem ver
Enxergar sem querer
Toda a frente que se impõe
Proposto o acordo
Coração e mente
Mas o primeiro burro
Se perde na esquina da alma
Se encontra na mesma calma
Que aflita, nunca se vai.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

doem

Desapego
Cnflitância, sentimento
Resistência e sofrimento
Nesse lago, escuro e fundo
Nesse mundo descontente
De andar por entre a gente
Que só mente
Que não sente.
Resistente
Incoerente fala de 'sem saber'
Machucados tão abertos
Que não param de doer.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Chuva *-*

Banho de chuva
De sonhos, da alma.
Tarde sem horas, sem calma, de espera.
Passos e passos, na praia, pegadas.
As marcas levadas pelas ondas, cúmplices.
Incontido desejo que se deu vida
Quebravam-se as regras do jogo do homem.
Os céus bendiziam e davam morada
Pra tão esperada paz do silêncio
Onde os olhos, apenas eles, falavam por conta.
Os lábios abraçavam a cara, num todo.
E perdidas as mãos, apenas se davam
E todo aquele momento foi marcado,
Pelo simples tato de amar sem medo.

Afinal, o que estamos esperando? Quanto tempo ainda nos resta até que tomemos, de fato, um rumo? Falta largar tudo pra viver uma vida sem ...