segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quimera

Isso só pode ser loucura
Uma aventura sem tamanho
Aquele banho de chuva gelada
Que afaga com a mesma força que leva todas as dores
Sossego pros desamores
Desacordados por eles mesmos
Segredos, nossos, tão meus
De volta a rotina dos dias
Passagem da agonia
Marcada pela intolerância, da vontade e da ganância
De ter e de não poder
E lutar por tudo isso
Pelo jogo perigoso
Do olhar malicioso
E da angustia e palpitação
Do apertado coração
Desamparado pelo mundo
Obscuro mundo negro
Do calado abismo delirante
Clamante por se jogar
À beira daquele mar de desespero
Sedento mar, ribanceiro
Parceiro do meu silêncio
Lamentos e desapego
Amparo e desassossego
Não chego onde quer que queiras
E nem digo o queres ouvir
E nem mostro o que querer ver
Sem poder, sem sequer ter como fazê-lo.
Te procuro em meio ao nada
Assuatada, também pudera
Quimera doutrora
Vaga, pedinte de abrigo
Comigo andando lado a lado
Sempre quieto, do mesmo jeito, calado.

Queria virar poeta De versos elaborados De livros, publicados. Queria ser mais que sou. E queria ser menos, Bem menos poeta Talvez, me...