quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pode que o tempo se arraste
Recuse-se a passar
Que o dia perdure
Ainda assim, serei seu, todo seu e de mais ninguém. ♥
Divagados passos tortos
De andar por entre a gente
Sente o peso do passado
Sente, delicadamente.
 
Escraxado perigoso
Caloroso tempo velho
Do passar, malicioso
Desde o sábio conselho

Desolados passos curtos
De olhar entristecido
Descabido sentimento
Descontento, arrependido



tudo

O que sabemos?
Um filtro dos sonhos, um cachecol
Uma noite escura, embaixo do poste, sem luz
Um "em comum" que nunca existiu
Um abraço apertado na praça, em dia de sol
A revelação do que se fez
Um passo em falso, um buraco
Um extraterrestre que nunca se foi
Letras de músicas mal terminadas
Poemas sequer começados
Início de um fim precoce
Distorce qualquer estória
Qualquer quimera que nunca existiu
E camelos que nunca deixaram o céu,
E nem as flores amarelas do campo que já não estão lá.
E nem o vento que se conteve em noite de frio
E nem a chuva que desabou a qualquer instante, sem poder.
Sabemos de nada, então.
Sabendo de tudo, enfim.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

sol

Faz fingir um sentimento dentro de ti
Repousa, descansadamente, tuas amarguras
Faz nascer um novo dia
E o calor que o sol te traz, é mais quente do que ontem.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

algum

Choras sem ter motivos,
Pois teus motivos tu sabes bem
E somente tu.
Mesmo que sem motivo algum.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Talvez

De repente eu me reportei ao hoje
Sem parar, um minuto sequer, em pensar no amanhã.
Pensei em partir, em morrer, em surtar, em gritar e calei.
Pensei em sorrir, em relevar, em esquecer, esnobar, mas simplesmente eu calei.
Talvez porque encontrei abrigo neste silêncio.
Porque ele me aconchegou com o seu abraço frio
Ele me acolheu, calado e mudo, como de costume, mas ainda lá.
Desembarquei da viagem que eu mesma planejei e fiz, solitária
Em meio à toda aquela gente, sem saber ao certo o destino final
E encontrei mais passageiros perdidos, como eu, na minha própria viagem.
E mais destinos, dos quais eu desisti de ir.
E, talvez se eu fosse uma criança indefesa, alguém me pegasse pela mão e me levasse pra algum lugar seguro.
E, talvez eu seja essa criança, mas ninguém perceba.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

ET's habitando este lugar
Como se fosse sua própria casa
Sentem-se à vontade pra dizer um "oi"
Da maneira como acham propícia.
E talvez não seja.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Escrever, escrever, pra dizer nada, enfim.
E eu ainda posso segurar a sua mão, se você me permitir.

ainda

Oi blog, oi mundo, oi você que ainda lê.
Na noite passada eu tive devaneios
Foi como se eu levitasse, viajando por cerca de 6km de onde estava e olhasse tudo de outro ângulo.
Foi como se eu me reportasse ao passado de uma maneira sem dor, sem culpa, sem medo.
E foi como ter 16 anos, de novo.
Talvez eu tenha ouvido, vindo de mim mesma, as palavras que jamais deveriam ter saído dos meus lábios.
Cantei canções que há tempos não cantava, e viajei tirando uma nova canção da gaita, chorosa, que só respondia ao meu sentimento.
Libertei meu peito de uma angústia que me habitava há tempos e resolvi que algumas coisas seriam do meu jeito, e não da forma como as pessoas gostariam que fossem.
Enfim, por algumas horas eu tive certeza de algumas coisas, incertezas sobre outras e não consegui, ainda, identificar o que é de fato real do que é sonho. O que é desejo e mera vontade.
Eu li aquele velho livro, cheio da poeira de quem não lê há meses, e consegui acompanhar cada uma das "fases" que havia perdido, com o passar do tempo.
E sorria, em cada uma daquelas linhas, com uma dor tão grande!
E cada uma das palavras me cortava o peito, como se eu fosse a mocinha, ou a vilã da estória.
Enquanto que a história de que minha sombra lhe cobre o corpo como um todo, ficou descansada nas páginas daquele outro livro...
Erramos?
Nos perdemos no meio da estrada, que talvez foi longa e cansativa demais para pernas tão curtas.
Mais que nos últimos dias/meses, tenho me cercado e me coberto de questionamentos sobre o mundo, o meu mundo e o seu.
As mudanças repentinas e passageiras que nos tem invadido.
Na minha felicidade que agride os bons costumes.
Na falta de compaixão com a dor dos que me seguem, ou me perseguem.
Ainda é madrugada, ainda há tempo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

indo

Hoje é um daqueles dias que não tem café
Nem se tem o que fazer (mentira, pois há e muito)
E não tenho o meu abraço e o meu beijo matinal
E nem outras coisas que subsequenciavam o meu acordar.
PRECISO aprender uma letra dificilima, que nem sei por onde começar, além de ouví-la frenetiamente.
Chego a sentir náuseas pela repetição, mas é necessário. ;~
E eu tô no fim "daqueles dias", e quase que com um início de gripe. Isso tá me agoniando.
Tenho sono, e sono.
E, trabalhei tanto ontem que hoje resolvi me dar um descanso destes clientes.
Só queria poder me dedicar mais à música.
Sinto falta de tempo! E o tempo que tenho, quero e PRECISO descansar.
meudeus, mas tenho apenas 21. /hmm 22. por alguns segundos me perguntei quantos anos tenho mesmo. SAHUSHAIUSHAIUSHA
Alguma coisa está me afetando. Que medo.
Nossa, e fazia tempo que não escrevia assim, solta, sem rima, sem me preocupar em fechar um verso.
Não devo estar escrevendo muita coisa lógica, mas pra mim faz todo sentido.
Enfim, as coisas boas vem acontecendo, de alguma forma.
Estou satisfeita com o "rumo" que tudo tem tomado, mesmo não tendo ganhado na mega.
Estou aguardando o terceiro sorteio, né AMOR MEU? *-*
Tenho a mulher mais linda do meu lado.
A mais perfeita PRA MIM.
Talvez (e tenho certeza disso) seja o real fim da procura.
E paro pra pensar, comigo mesma, como tudo isso aconteceu.
Como caiu no meu caminho, o seu. E permanecerá pra todo o longo sempre que se permitir.
Resumindo, há coisas que precisam melhorar, que rpecisam tomar assento em seus devidos lugares,
Mas num geral, tudo vai bem, tudo vai, indo.

Me embala em teus versos, Poesia minha vida. Melodia minh'alma.