quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Cai a chuva
Lágrimas que se derramam sobre nós.
E qual passo demos errado?
Afinal, em qual direção estamos seguindo?
Continuamos na tentativa de acertar
O que sequer erramos.
Sigamos!
Por nós, por quem puder suportar um pouco mais.

sábado, 1 de outubro de 2016

Esta é a carta que eu realmente espero que leias.
Talvez seja a despedida, talvez o recomeço.
Não posso mais, talvez não queira, eu não consigo seguir adiante por esse mesmo caminho.
O caminho da dor, da tristeza, da angústia.
Não tenho ninguém para segurar minha mão.
E eu gostaria de dizer isso olhando em teus olhos, mas não posso. Não sei como fazer.
Não há tempo pra nós.
Não há paciência, teu interesse me parece ser outro.. Aliás, talvez essa seja a única coisa clara nesse momento.
Partiu, e ficou tanto tempo longe, mas quando chegou, ao invés de compensar esse tempo, me ignorou como se fizesse a menor diferença o fato de eu ter ficado te esperando.
Doeu, como dói ainda minha alma.
E sempre antes de dormir eu choro por dentro. E ao acordar, esperando um bom dia, sigo à espera pelo resto da vida.
Tu é quem toma as atitudes por aqui... Não sei porque sigo acatando muitas delas, pois não concordo.
Talvez por medo de contrariar tua "experiência". Mais ainda de levar a culpa por algo que possa vir a dar errado.
Mas não nascemos pra sermos perfeitos, é isso que não entendo!!!
Você se cobra demais, você me cobra demais e isso não é justo.
Eu não tenho a menor intenção de ser esse ser que nunca erra.
Eu não quero viver uma vida fria e sem emoção, sem calor, sem beijos e abraços.
Não quero ter que "marcar hora" pra fazer sexo, não quero implorar carinho, eu não quero enlouquecer mais do que já estou.
Gostaria de poder voltar a alguns anos, quando esperávamos ansiosos pela hora em que estaríamos juntos.
Quando NADA importava mais além daquele momento, além de nós mesmos.
A "vida adulta" nos tornou pessoas frias e sem coração.
E eu, definitivamente, não quero essa vida pra mim.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Comecemos, por fim.
Saibamos nos dedicar a nós mesmos e nossas dores que nunca cessam.
Saibamos entender que dentro de nós é que bate o que mais importa.
Deixemos de lado todo esse amor, um pouco.
Vivamos de outras buscas, de novas histórias, de um novo sim!
Recomecemos, então.
Pois é de nossas vidas que temos falado.
Aliás, deixamos de lado toda essa vida.
E que façamos, de fato, isso e vivamos um recomeço.
De nós mesmos, de tudo, do ontem e do amanhã.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Menina, aos poucos a gente aprende a dar e receber amor.
No descompasso do coração parado
No filme velho que nunca roda
Na noite fria que vira fogo.
Aos poucos o tempo começa a voar, menina.
E ainda assim, não passa.
E nem há de passar, com os dias.
Com sorte, havemos de continuar amando.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Por ele, meu bom, Haru.

Leia aqui,
Não sei fazer esses floreios,
Não sei nem falar direito, mas é assim,
Escrevo de verdade aquilo que vem de dentro.
Te admiro, te copio, te bebo com meus olhos, te degusto.
É difícil lembrar da tua voz e não te ter pra conversar,
Da mesma forma que te ver e não poder te tocar,
Sentir teu cheiro, dá saudade já.
Descrevo você em um papel manchado de cerveja,
Fumaça na cara, e um cara escorado na mesa
Com uma caneta errando as letras.
Tu é fantástica.
Mulher, as tuas diferenças em qualquer pessoa me fariam ser indiferente,
Até teria um pouco de asco,
Mas tua ideia me traz prazer.
Agora, nem o amargor da minha cerveja me conforta,
Estou isolado, de lado, te querendo, bêbado e trouxa.
Porra mulher! E que mulher.
Adoraria te dar um abraço com aroma de citra,
Um beijo com notas de tabaco, meu corpo pesado, e um trago de amor.
Fico louco por não te falar isso ao pé do ouvido, mas como disse,
Não sou bom com floreios,
Entretanto, você se torna todas as minhas metáforas.

<3 obrigaaada por tornar a minha segunda-feira mais excitante.
Te amo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Volta lá e diz que era mentira
Que não queria ter comprado aquela meia duzia de rosas
Volta e diz que passou
Que foi apenas desejo
Que não pensou e nem quis jogar fora a sua vida
Volta lá e diz pra todo mundo o quanto foi cedo
O apelo, o medo.
Volta lá e diz que não queria ter comprado ingressos pra esse jogo
Que foi tolice tê-la deixado pra trás.
Diga que o tempo passa depressa, por favor, mas faça passar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Oportunidade,
Tu que me bate à porta nessa hora tão errada
A calada da noite se tornou barulhenta
Estrondosa, assustadora.
Me permitiu retroceder.
Mas eu dei pausa em todos os conceitos de antigamente.
Eu dei sequência à vida que vou levando.
Mas que diabos!
Não me contento em ter tão pouco, em ter nada nesse momento
Mas eu não posso ter tudo o que quero.
E como quero! (suspiro que dói na alma)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ei moça,
Tu tens me dito em entrelinhas
O quanto quer o impossível.
Tu tens mostrado, claramente
O desejo mais oculto.
Sinceramente, tu não sabes
De onde vem tanto desejo
Moça, ninguém pode descobrir por você
Onde fica esse abismo de prazer
Que de dentro de ti
Só poderá sair quando realmente ousares ser o que tu nem és.
Ou o que tu queres ser
Ou o que tua alma quer que tu sejas nesse momento.
Moça, tu mal podes imaginar...

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Tua imagem era poesia
Foi me comovendo aos poucos
Me corroeu por dentro
Sendo que sequer a conhecia.
Eu nunca a tive entre meus dedos.
Mas foi como poesia
Ao mesmo tempo acalmava
Ao mesmo tempo ardia.
Dentro de mim silencia.
Fora de mim, poesia.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Chove lá fora e dentro de mim calafria
Vento que sopra de todos os lados
Nuvens que cobrem a serenidade de um dia qualquer.
Chove e chove
Parece que nunca vai clarear.
Que o sol ficará escondido por não querer, simplesmente, não querer sair.
Chove lá fora e aqui dentro silencia
O estrondo que a chuva faz, faz por nós dois.
Não é preciso e nem possível contrariar o tempo
Nem os pingos que caem e caem.
Enquanto segue chovendo.

terça-feira, 31 de maio de 2016

A intenção não era fazer as pazes.
Nem era deixar tudo bem
Mas era saber se havia outro em seu lugar.
Ocupando aquele lugar que já não é ocupado por ninguém há tanto tempo, na verdade.
A intenção nem era brigar, nem era discutir.
Mas o único caminho era esse, ou o silêncio
Que já não respondia nada do que sequer queríamos saber um do outro.
E no fim de tudo, sustentamos esse mesmo silêncio por horas
Vagando dentro de nossas próprias cabeças.
Morrendo cada pedacinho de coração que ainda resta.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Estou me dando por vencida, na batalha que nem entrei.
Desisti de muitos planos que, de fato, nem criei.
Porque tudo é tão difícil? Mas eu nem experimentei!
O mundo só vai dando voltas, só vai dando voltas.

Por onde ando, eu?

Aqui estou, e nem sei onde.
Esperando por algo que nunca vem.
Por alguém que nunca chega.
Aqui estou, e permanecerei, não sei mais por quanto tempo.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Feliz 31/03.

Para nós que deixamos tantas coisas pra trás, que tomamos outras em nossas mãos.
Lembrei-me de tantas coisas agora e de tantas que tive de esquecer com o passar dos dias, para poder seguir em frente.
Mais uma vez o tempo provando que passa e passa muito rapidamente por nós.
Ou não sabemos aproveitar cada uma das oportunidades.
Ou nem são oportunidades, são apenas escolhas, bem ou mal feitas.
Quem sabe?


quarta-feira, 23 de março de 2016

Aqui, eu ainda estou e pretendo permanecer.

Navegando pelos blogs que costumava frequentar antigamente', percebi que sou a única que restou.
Percebi que todos foram abandonando seus "mundinhos" por aqui para dedicarem-se a outras coisas, talvez mais importantes.
Percebi como o mundo gira depressa, se pararmos para pensar.
E como as coisas tomam outros lugares, outras formas e interesses.
Nossa, como o mundo muda!
Será que fui a única que não mudou também? (acho que não, né?)
E lendo as postagens passadas me deparei com tantas histórias minhas entrelaçadas às de outras pessoas.
É tão estranho se imaginar dentro da vida de alguém e depois ver que está fora e não faz mais parte de nada. (absolutamente)
E dá pra entender cada uma das linhas que ficaram lá atrás, cada uma das entrelinhas, não ditas claramente, mas com a ânsia de que fossem "adivinhadas".
É uma grande loucura pensar nessas coisas.
É um imenso delírio voltar no tempo. Invadir pensamentos e rever o passado bem de perto.
As palavras vão ficando seladas na memória da gente. Vão ficando guardadas em lugares bem particulares onde ninguém, nunca, irá chegar.


sexta-feira, 11 de março de 2016

Porque as pessoas pensam tanto em riqueza?
Maneiras de como enriquecer em menos de 1 ano.
Como ficar rico sem sair de casa;
Fique rico dormindo.
MEU DEUS VÃO TRABALHAR! Acordar cedo e aprender a DAR VALOR às coisas.
Principalmente às pequenas coisas que o dinheiro nunca, em hipótese alguma, poderá comprar.

Buenos Días, queridôncio!

Tive as mais variadas vertigens, noite passada.
Sonhei acordada com o passado assombroso.
Com tantas histórias, tantos momentos...
Viajei tão longe, sem me mover dali.
Daquele pesadelo em consciência.
Das temidas saudades do tempo que nunca voltará.
Do tempo que talvez ainda não tenha chegado, que sei que nunca virá.
E é tão engraçado pensar nessas coisas.
Assustador, eu diria que se encaixa perfeitamente também. (risos)
E como o futuro se projeta dentro desses planos que jamais criamos pra nós.
E como se desenrola sem que sequer permitamos.
Os dias têm amanhecido mais frios... Talvez isso me ajude a escrever.
Esse aconchego que o tempo traz, parece que também alivia as dores do peito.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Why Georgea?!

Estou decepcionada comigo mesma.
Me decepcionei com a maneira como deixei que a minha vida se acomodasse.
Como deixei de escrever, de sentar e compôr, de contemplar as nuvens do céu.
Minha vida anda pálida.
Anda em modo automático, levantar, trabalhar, muitas vezes nem comer, fazer o que precisa ser feito, ir pra casa e dormir.
Quase como morrer em vida. Como existir e só.
Ando tão sozinha, mas acompanhada de tantos pensamentos que têm sido meu refúgio.
Mas têm sido meu encosto.
Tenho mascarado faces que não me pertencem.
E todas essas sombras de dúvidas, medos e insegurança não me deixam seguir adiante.
Não entendo o rumo que estou percorrendo, nem as curvas que só aumentam.
Embora o caminho nunca tenha sido fácil, essa radicalidade tem me assustado. Superado qualquer expectativa.
Fiz algo que não fazia há tempos. Tomei um palco e cantei.
Não sei descrever aquele momento, alem de sair do meu próprio corpo e flutuar por cada uma das notas entoadas.
Talvez seja mais desse veneno que esteja me faltando.

Afinal, o que estamos esperando? Quanto tempo ainda nos resta até que tomemos, de fato, um rumo? Falta largar tudo pra viver uma vida sem ...