sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dó ré mi...

Aprende com teus erros, criança
Com as falhas da tua andança
Amores, possíveis, imaginários
Relicário da tua dança.
Não cansas de ser insolente
Criança, olhar inocente
Carente, querendo atenção
Mas quem vai te pegar pela mão?
Já que a solidão tão bem te cabe
E sabes como é ruim
Contudo preferes que seja assim
Criança, pequena, criança...
Das notas da tua canção
Um dó insistente no refrão
Embala teus passos longos
Pequenos, que levam à lugar nenhum

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ainda há muito de nós

Ao meu lado os bons de hoje
Os de ontem se perderam
Já não são tão bons para eles mesmos.
Já não fazem falta nem pros próprio dias
Findas alegrias
Lembranças que viram pó
São removidas com esponja e veja
Saturadas crostas de lembrança enfim
Limpas, mortas dentro de você e de mim.
Sincero até breve que nunca chegará
Distante desejo de voltar ao ontem
Reviver o nada e juntar-se aos... Não!
Quero meu sossego, meu amor tranquilo *-*
Minha paz, meu mundo
Resistente, insistente mundo.
Gira em torno do futuro, espero
Nordeste, sonho, tudo que mais quero
Samba, Rock ou bolero
Pros finos ouvidos.
Tons de cantar sofridos
Baladas de infância, fato.
Despertam o medo e o tato
No escuro do quarto, só.
Bosque de solidão
Anjo sem nome, sem rosto.
Sombra negra do barril
Sopra o vento, arrepio.
Ciranda criança
Nos braços, a mãe, balança
Esperança... Esperança.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Tirou cedo a poeira dos olhos
Ainda cansados, como de costume
Meio fechados, chorosos, olhos
E a outra metade, de lágrimas, cheio.
Tirou do medo, o resto que lhe faltava
E compreendeu o tempo que o tempo dava
De nada adiantava se lamentar
As lágrimas que cairam, não poderiam voltar.
E trouxe, consigo, o sossego e a calma
O alívio da alma de voltar a sonhar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Fa Fe Fi *-*

Falantes flores
Ferozes fardos
Flutuantes flautas
Felizes, fato.
Fantástica finta
Fenômeno,finda.
Falseia fina festa
Fadiga, fiel, farta futilidade
Festeja faniquitos
Fareja fôlego faltante.
Fanfarra faceira
Facilemente facina
Fáceis Fábulas
Fadas fofas
Fins fatídicos
Façanha forçada.

silencio

Novas canções.

Andar por entre a gente

Conflitos, contradições

Certezas de... ahm?

Oscilações.

Restos de estupidez

Das mesmas velhas canções.

Motivos, pequenos, mas vivos

Pra desfrutar de silêncio.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

(=

Silencia, muda rotina

O tudo pra mim é pouco

O pouco se torna nada

Andando na mesma estrada

Passos diferentes

Bem mais lentos que ontem

Bem mais firmes e certos

Discretos momentos de raiva e tristeza

Tamanha certeza do incerto, afinal

Banal sentimento que veio e se foi

Que trouxe segundos de calma e querência

Benevolência extinta

Faminta ganância desnecessária

Outrora sua própria tumba

Imunda infidelidade

Total crueldade que te torna só.

acidentes...

Parece que nem demorou pro ontem voltar, outra vez
Pelos barrancos já começou a se refazer
A terra trepida, e me faz vir ao chão.
O ontem no hoje, que situação!
Caminha tranqüila, sem pressa pra nada
Suposta jornada a se desfazer
Questiona, argumenta, sem ao menos saber
Acidentes e acidentes... E, de novo, nascer.
Caminho de ida, com volta, ainda bem...
Que mal deve ter em pagar pelo erro alheio?
Julgamos, julgados, traiçoeiro tempo
Arrasta-se e voa, perdemos tanto de você, velho
Que nada mais é relevante a ponto de me fazer chorar
Nem querer, nem lutar, pra voltar e viver.
Entender que nem todo mundo pensa como eu
Alguns, sequer pensam. *-*
Desprendido ontem, necessário...
Silencia, apenas silencia, adormecido
Tímido, velho, amigo
Demora tanto pra vir
Café de espera e mesa farta
Praquele que afaga as dores do fim.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ontem [?]

Hoje, mais que ontem pensei
Lembrei, eu quis voltar
Quis ser criança, quis cantar
Novamente e simplesmente nascer.
Eu quis ter aquele abraço
Eu quis ver você sorrindo
Indo embora, certamente
Mas voltando noutro dia
Quis te ter por um segundo
Um segundo infinito
Dormindo em meus braços
Cansaço de luta contra o sonho que de mim não sai
E eu apenas quis...

tiro

Chuva, chuva, tempestade de calma
Sofre o vento, chora sem pausa.
Corre a água pela estrada
Passageira, chuva, ingrata.
Voa o tempo, mar de espera
Naufragado na água, límpida
Desapego, tempo velho
Necessário, amigo, tempo.
Velho embaixo do sombreiro
Passos, ligeiramente, lentos
Pro futuro, derradeiro
Hoje, apenas hoje, enfim.
E, disseste, tão convicto
Qual seria o fim
Solitário fim...
De você e de mim
Aquela marca da tinta
Cravada na pele, tal qual tatuagem
Seria vertigem? Seria miragem?
Grande desvantagem perder-te de mim
De quem mais te cerca, de longe, hoje, sim.
Fazes anos, tão só
Nó no peito, por estares na ‘paz’ que pediste
Segue triste, satisfeito
Afastaste o mundo inteiro
Derradeiro sofrimento
De carência e desespero
Tiro certeiro, meu caro.

sábado, 31 de julho de 2010

aaaah *-*

Saudades, diário, querido.
Saudades não só da escrita, mas da vida, daquela vida.
Dos dias de ser criança, da dança tão sem malícia.
Tamanha desimportância, tolerância, tão falta, enfim.
Os braços que cobrem meu corpo
Que zelam meu sono bom
Me fazem esquecer do mundo
De tudo que um dia foi.
Palavras suaves, doces.
Os mesmos olhos, pedintes...
Compasso da valsa triste
E a chuva que cai em mim
Que passa e não cessa mais.
Tampouco me satisfaz.
Gélidas gotas se lágrimas, chuva.
Outrora secas, cansadas do mesmo rosto.
Num gesto de estar bem.
Psíquico tratamento
Momentos e mais momentos..
Insistentes pensamentos
Que não saem de lá,
De onde devem estar
Guardados dentro de nós.
Como pássaros, voam, sós.
Divididos pelo vento, suave destino, tempo.
E a sorte que te acompanha?
Inexistente sorte sem fim
Do azar que nem existe, e o destino, esse sim!
Teu amor te acompanha, sem saber que é ele mesmo
Sem querer ser, nem fugir.
Te mantém preso em grandes braços protetores
Depois de curar as dores
Amores feitos de amor.
De medo e também de dor
Saber que o amanhã não vem
E o futuro, quem tem?
Ninguém! Mas vem.. Eu sei.

 Alma pequena, nunca valeu a pena. Nunca foi bonito não ter empatia. Porque agora tem de ser? Querer encontrar sentimento, onde só existe nú...