Não sei escrever sobre mim.
Vou dizer o que?
Não sou ninguém importante
Talvez um pouco interessante
Com papo cabeça, enfim.
Nenhuma certeza, nem novidade
Aliás, não gosto dessa palavra, nem sei porque.
Mas gosto do que ela traz!
Mudanças...
A música vira dança
Voltamos à velha infância
À tudo que nos faz bem
Aliás, o que realmente faz?
Nem sei mais do que tô falando
Escrevendo, andando
Sem sair do lugar
É difícil pensar com todo esse barulho
Que o silêncio faz
Ideias brigando pra sair na frente
E nenhuma sai
Mas o sol sim *-*
Tava demorando a me visitar
Bateu na janela, ainda tímido, querendo entrar.
Espirro! Saúde.
Ninguém se manifestou.
Devo estar sendo afetada pelo analfabetismo.
Timidamente, o sol se escondeu
Me falta tempo pra tudo isso
Pros meus dias de fazer nada
Sentada lá fora, amigos, viola...
Me falta vontade outrora.
Me falta palavra, e fôlego.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Dó ré mi...
Aprende com teus erros, criança
Com as falhas da tua andança
Amores, possíveis, imaginários
Relicário da tua dança.
Não cansas de ser insolente
Criança, olhar inocente
Carente, querendo atenção
Mas quem vai te pegar pela mão?
Já que a solidão tão bem te cabe
E sabes como é ruim
Contudo preferes que seja assim
Criança, pequena, criança...
Das notas da tua canção
Um dó insistente no refrão
Embala teus passos longos
Pequenos, que levam à lugar nenhum
Com as falhas da tua andança
Amores, possíveis, imaginários
Relicário da tua dança.
Não cansas de ser insolente
Criança, olhar inocente
Carente, querendo atenção
Mas quem vai te pegar pela mão?
Já que a solidão tão bem te cabe
E sabes como é ruim
Contudo preferes que seja assim
Criança, pequena, criança...
Das notas da tua canção
Um dó insistente no refrão
Embala teus passos longos
Pequenos, que levam à lugar nenhum
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Ainda há muito de nós
Ao meu lado os bons de hoje
Os de ontem se perderam
Já não são tão bons para eles mesmos.
Já não fazem falta nem pros próprio dias
Findas alegrias
Lembranças que viram pó
São removidas com esponja e veja
Saturadas crostas de lembrança enfim
Limpas, mortas dentro de você e de mim.
Sincero até breve que nunca chegará
Distante desejo de voltar ao ontem
Reviver o nada e juntar-se aos... Não!
Quero meu sossego, meu amor tranquilo *-*
Minha paz, meu mundo
Resistente, insistente mundo.
Gira em torno do futuro, espero
Nordeste, sonho, tudo que mais quero
Samba, Rock ou bolero
Pros finos ouvidos.
Tons de cantar sofridos
Baladas de infância, fato.
Despertam o medo e o tato
No escuro do quarto, só.
Bosque de solidão
Anjo sem nome, sem rosto.
Sombra negra do barril
Sopra o vento, arrepio.
Ciranda criança
Nos braços, a mãe, balança
Esperança... Esperança.
Os de ontem se perderam
Já não são tão bons para eles mesmos.
Já não fazem falta nem pros próprio dias
Findas alegrias
Lembranças que viram pó
São removidas com esponja e veja
Saturadas crostas de lembrança enfim
Limpas, mortas dentro de você e de mim.
Sincero até breve que nunca chegará
Distante desejo de voltar ao ontem
Reviver o nada e juntar-se aos... Não!
Quero meu sossego, meu amor tranquilo *-*
Minha paz, meu mundo
Resistente, insistente mundo.
Gira em torno do futuro, espero
Nordeste, sonho, tudo que mais quero
Samba, Rock ou bolero
Pros finos ouvidos.
Tons de cantar sofridos
Baladas de infância, fato.
Despertam o medo e o tato
No escuro do quarto, só.
Bosque de solidão
Anjo sem nome, sem rosto.
Sombra negra do barril
Sopra o vento, arrepio.
Ciranda criança
Nos braços, a mãe, balança
Esperança... Esperança.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Tirou cedo a poeira dos olhos
Ainda cansados, como de costume
Meio fechados, chorosos, olhos
E a outra metade, de lágrimas, cheio.
Tirou do medo, o resto que lhe faltava
E compreendeu o tempo que o tempo dava
De nada adiantava se lamentar
As lágrimas que cairam, não poderiam voltar.
E trouxe, consigo, o sossego e a calma
O alívio da alma de voltar a sonhar.
Ainda cansados, como de costume
Meio fechados, chorosos, olhos
E a outra metade, de lágrimas, cheio.
Tirou do medo, o resto que lhe faltava
E compreendeu o tempo que o tempo dava
De nada adiantava se lamentar
As lágrimas que cairam, não poderiam voltar.
E trouxe, consigo, o sossego e a calma
O alívio da alma de voltar a sonhar.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Fa Fe Fi *-*
Falantes flores
Ferozes fardos
Flutuantes flautas
Felizes, fato.
Fantástica finta
Fenômeno,finda.
Falseia fina festa
Fadiga, fiel, farta futilidade
Festeja faniquitos
Fareja fôlego faltante.
Fanfarra faceira
Facilemente facina
Fáceis Fábulas
Fadas fofas
Fins fatídicos
Façanha forçada.
Ferozes fardos
Flutuantes flautas
Felizes, fato.
Fantástica finta
Fenômeno,finda.
Falseia fina festa
Fadiga, fiel, farta futilidade
Festeja faniquitos
Fareja fôlego faltante.
Fanfarra faceira
Facilemente facina
Fáceis Fábulas
Fadas fofas
Fins fatídicos
Façanha forçada.
silencio
Novas canções.
Andar por entre a gente
Conflitos, contradições
Certezas de... ahm?
Oscilações.
Restos de estupidez
Das mesmas velhas canções.
Motivos, pequenos, mas vivos
Pra desfrutar de silêncio.
Andar por entre a gente
Conflitos, contradições
Certezas de... ahm?
Oscilações.
Restos de estupidez
Das mesmas velhas canções.
Motivos, pequenos, mas vivos
Pra desfrutar de silêncio.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
(=
Silencia, muda rotina
O tudo pra mim é pouco
O pouco se torna nada
Andando na mesma estrada
Passos diferentes
Bem mais lentos que ontem
Bem mais firmes e certos
Discretos momentos de raiva e tristeza
Tamanha certeza do incerto, afinal
Banal sentimento que veio e se foi
Que trouxe segundos de calma e querência
Benevolência extinta
Faminta ganância desnecessária
Outrora sua própria tumba
Imunda infidelidade
Total crueldade que te torna só.
O tudo pra mim é pouco
O pouco se torna nada
Andando na mesma estrada
Passos diferentes
Bem mais lentos que ontem
Bem mais firmes e certos
Discretos momentos de raiva e tristeza
Tamanha certeza do incerto, afinal
Banal sentimento que veio e se foi
Que trouxe segundos de calma e querência
Benevolência extinta
Faminta ganância desnecessária
Outrora sua própria tumba
Imunda infidelidade
Total crueldade que te torna só.
acidentes...
Parece que nem demorou pro ontem voltar, outra vez
Pelos barrancos já começou a se refazer
A terra trepida, e me faz vir ao chão.
O ontem no hoje, que situação!
Caminha tranqüila, sem pressa pra nada
Suposta jornada a se desfazer
Questiona, argumenta, sem ao menos saber
Acidentes e acidentes... E, de novo, nascer.
Caminho de ida, com volta, ainda bem...
Que mal deve ter em pagar pelo erro alheio?
Julgamos, julgados, traiçoeiro tempo
Arrasta-se e voa, perdemos tanto de você, velho
Que nada mais é relevante a ponto de me fazer chorar
Nem querer, nem lutar, pra voltar e viver.
Entender que nem todo mundo pensa como eu
Alguns, sequer pensam. *-*
Desprendido ontem, necessário...
Silencia, apenas silencia, adormecido
Tímido, velho, amigo
Demora tanto pra vir
Café de espera e mesa farta
Praquele que afaga as dores do fim.
Pelos barrancos já começou a se refazer
A terra trepida, e me faz vir ao chão.
O ontem no hoje, que situação!
Caminha tranqüila, sem pressa pra nada
Suposta jornada a se desfazer
Questiona, argumenta, sem ao menos saber
Acidentes e acidentes... E, de novo, nascer.
Caminho de ida, com volta, ainda bem...
Que mal deve ter em pagar pelo erro alheio?
Julgamos, julgados, traiçoeiro tempo
Arrasta-se e voa, perdemos tanto de você, velho
Que nada mais é relevante a ponto de me fazer chorar
Nem querer, nem lutar, pra voltar e viver.
Entender que nem todo mundo pensa como eu
Alguns, sequer pensam. *-*
Desprendido ontem, necessário...
Silencia, apenas silencia, adormecido
Tímido, velho, amigo
Demora tanto pra vir
Café de espera e mesa farta
Praquele que afaga as dores do fim.
domingo, 8 de agosto de 2010
Ontem [?]
Hoje, mais que ontem pensei
Lembrei, eu quis voltar
Quis ser criança, quis cantar
Novamente e simplesmente nascer.
Eu quis ter aquele abraço
Eu quis ver você sorrindo
Indo embora, certamente
Mas voltando noutro dia
Quis te ter por um segundo
Um segundo infinito
Dormindo em meus braços
Cansaço de luta contra o sonho que de mim não sai
E eu apenas quis...
Lembrei, eu quis voltar
Quis ser criança, quis cantar
Novamente e simplesmente nascer.
Eu quis ter aquele abraço
Eu quis ver você sorrindo
Indo embora, certamente
Mas voltando noutro dia
Quis te ter por um segundo
Um segundo infinito
Dormindo em meus braços
Cansaço de luta contra o sonho que de mim não sai
E eu apenas quis...
tiro
Chuva, chuva, tempestade de calma
Sofre o vento, chora sem pausa.
Corre a água pela estrada
Passageira, chuva, ingrata.
Voa o tempo, mar de espera
Naufragado na água, límpida
Desapego, tempo velho
Necessário, amigo, tempo.
Velho embaixo do sombreiro
Passos, ligeiramente, lentos
Pro futuro, derradeiro
Hoje, apenas hoje, enfim.
E, disseste, tão convicto
Qual seria o fim
Solitário fim...
De você e de mim
Aquela marca da tinta
Cravada na pele, tal qual tatuagem
Seria vertigem? Seria miragem?
Grande desvantagem perder-te de mim
De quem mais te cerca, de longe, hoje, sim.
Fazes anos, tão só
Nó no peito, por estares na ‘paz’ que pediste
Segue triste, satisfeito
Afastaste o mundo inteiro
Derradeiro sofrimento
De carência e desespero
Tiro certeiro, meu caro.
Sofre o vento, chora sem pausa.
Corre a água pela estrada
Passageira, chuva, ingrata.
Voa o tempo, mar de espera
Naufragado na água, límpida
Desapego, tempo velho
Necessário, amigo, tempo.
Velho embaixo do sombreiro
Passos, ligeiramente, lentos
Pro futuro, derradeiro
Hoje, apenas hoje, enfim.
E, disseste, tão convicto
Qual seria o fim
Solitário fim...
De você e de mim
Aquela marca da tinta
Cravada na pele, tal qual tatuagem
Seria vertigem? Seria miragem?
Grande desvantagem perder-te de mim
De quem mais te cerca, de longe, hoje, sim.
Fazes anos, tão só
Nó no peito, por estares na ‘paz’ que pediste
Segue triste, satisfeito
Afastaste o mundo inteiro
Derradeiro sofrimento
De carência e desespero
Tiro certeiro, meu caro.
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