terça-feira, 9 de julho de 2013

O vento

Lá fora faz frio
O vento vem e vai, barulhando.
Assovia, tal qual canção de pôr medo em qualquer um
E traz sensações de solidão e saudade.
O vento tem o poder de fazer-se grande
Gigante da terra de ninguém, que sopra e sopra, vai e vem.
Tem o ar gélido que não se quer por companhia.
Faz moradia em qualquer lugar.
Traz nostalgia, causa agonia
O vento que vem e vai.
Sopra pra bem longe, vento gelado
Todo esse sentimento guardado.
Sopra pra bem longe, sopra.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

VOZ sem VEZ

A voz, simplesmente, se abre, deixando de se calar.
E a cabeça se enche, se aperta, se explode!
Cuspimos, talvez, palavras que não deveríamos dizer
E mesmo assim, mantemos a razão por tê-las dito.
E a perdemos com a mesma velocidade com que falamos.
Mas a voz, simplesmente, de abre!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

♥

Doze de Junho é um dia para ser encarado como outro qualquer.
Sim, porque deve-se amar diariamente.
Deve-se desejar e trocar "presentes" diariamente.
Trocar afagos, carinhos, trocar o amor e o AMOR!
Trocar carícias e trocar problemas, porque não?!
Mutuar respeito e promessas (que deverão ser cumpridas, logicamente)
É um dia pra se gostar ainda mais, se querer ainda mais.
Mas todos os dias esse sentimento deve permanecer vivo! E quente dentro dos corações.
Todos os dias deve-se ter vontade de estar perto, estar junto, estar dentro um do outro.
Da vida um do outro, dos planos.
Doze de Junho, nada mais é que um símbolo de expansão dessa troca de sentimentos e mimos fisicos.
Mas é também o dia em que o mundo fica cor-de-rosa de amor.
Vermelho de paixão, emanando com tanta intensidade esse sentimento, que afeta até os solteiros, à procura de um par.
Enfim, vivamos esta data, todos os dias, à todo momento.
Partindo do amor próprio, para amarmos inteiramente à outro ser.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Eu gosto mesmo é de olhar praqueles olhos
Sem ter que dizer nada
Sem a "obrigação" das palavras
Apenas olhar, e sentir, instantaneamente.
Sentir o amor, o afeto, a atração física, como um todo.
Pelo rosto, pelo corpo, por inteiro.
 Pelas mãos, suaves e pelos cabelos sedosos.
Eu gosto mesmo é do calor que este corpo me dá
Dos suspiros que me faz ter.
Eu gosto é de mergulhar no profundo do teu ventre
Imaginando plantar um ser dentro de ti.
Gosto do gosto doce que teus lábios tem
E do amargo da sua ira quando faço algo de errado.
Eu gosto mesmo é de ter, tu, só pra mim
Ter os teus gestos, o teu jeito e tuas manias
Tudo neste misturado de sentimentos e ações
Que me fazem te querer.
Te querer respirar, diariamente.



terça-feira, 7 de maio de 2013

Anel no dedo é compromisso,
Não mais que o puro sentimento.
O verdadeiro, que vem de dentro
E não aquele das velhas estórias.

Anel no dedo é beleza,
Exibição de quem se ama
Não mais que a chama que queima o peito
A cada beijo, a cada toque.

Anel no dedo é ousadia
É exibir o que se sente
Não mais que amar por entre a gente
Dos olhares maliciosos.

Anel no dedo é um pedido
É casamento na certa
Não mais que os olhos, lacrimejados
Que se entregam a cada insante.

Anel no dedo é o noivado
É o namoro
É o sim

Anel no dedo é a vida mais bonita
Com a pessoa mais bonita
Minha, toda, e só, minha.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Talvez hoje, com tanta ideia, eu escrevesse uma boa canção.
VIOLÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!

nada

Algumas palavras, simplesmente, deixam de existir em nosso vocabulário
Assim como algumas pessoas somem do nosso álbum de fotografias,
Ou das baladas de finais de semana.
Das nossas vidas.
E pensando nisso, me veio à cabeça o rumo que tudo tomou.
Ou que as pessoas e coisas tomaram... Ou, puramente deixaram de tomar/fazer parte.
Agora que muitas coisas não podem mais caber aqui
Como velhos desconhecidos que frequentavam as casas uns dos outros, diariamente.
Desbotando-se o passado vai sumindo
Do mapa, das curvas, dos carnavais antigos e atuais, e futuros.
Que se acabam os motivos, os reencontros, os desencontros e esbarrões por acaso.
Que, por acaso, nem existe.
E, que talvez faça com que nada mais tenha sentido ou existido, ou estado e sido.
E dizem que as vidas deixam de fazer parte umas das outras quando se compreende a função das coisas, ou da existência das coisas em nossas vidas.
E para-se de procurar aquilo que fora encontrado, no mesmo acaso, do "por acaso, encontrei".
E diversas palavras que foram ditas, esquecidas, transferidas por outras, substituídas por novas,
Voltam, de alguma forma, no amanhã e nos fazem pensar.
Simplesmente. Não no passado, apenas no que aconteceu.
E, um dia, quem sabe, isso faça algum sentido.
Por enquanto, ficamos com o "nada é certo".
Com o nada é entendido, com o que nada do que foi dito aqui deva, de fato, fazer-se entender, ou existir, ou ser.



terça-feira, 16 de abril de 2013

Talvez tenha rabiscado sobre a poeira
Limpando, de certa forma, o passado.
E tenha simplificado os gráficos indecifráveis
Da física de todo dia.
Ou ainda, tenha desenhado com caneta permanente
Sobre a parede quebrada que nunca existiu.
Com a mesma tinta que está na pele, feito tatuagem
Daqueles dias que não saem do corpo como quando se banha, lavando a alma.
E quem disse que a água pode lavar?
Quem irá dizer o que será?...
E talvez ninguém saiba, de fato..
Ou, de certo, nem queira saber.





quarta-feira, 10 de abril de 2013

Blog velho, abandonado
Empoeirado, às traças...
Às avessas bem como meus pensamentos.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Queria estar em casa, escreveria uma música hoje. Certamente que sim.
É tanta coisa ao mesmo tempo, tanto sentimento.
As palavras vem se dispersando na minha cabeça, como uma tempestade quando cai, sem avisar.
E é como se a chuva desviasse do meu corpo, procurando outros corpos a molhar.
Faz centenas de dias que fiz uma escolha. 303 pra ser exata.
A escolha que julgo ter sido pra toda vida, e me parece que algumas falhas vieram à tona.
Parece que rachaduras atingiram uma estrutura sólida, inacreditavelmente.
E de maneira totalmente desnecessária.
E não vou me justificar por erros que não cometi.
Não vou assumir a culpa que não me cabe. Só desta vez.
Mas talvez eu chore... Eu sofra, madrugadas sem dormir.
E eu silencie. Como de costume...
Sem entender certas coisas, sem aceitar outras delas.
E eu ainda assim, colocaria uma aliança dourada no seu dedo.

 Alma pequena, nunca valeu a pena. Nunca foi bonito não ter empatia. Porque agora tem de ser? Querer encontrar sentimento, onde só existe nú...