Estou decepcionada comigo mesma.
Me decepcionei com a maneira como deixei que a minha vida se acomodasse.
Como deixei de escrever, de sentar e compôr, de contemplar as nuvens do céu.
Minha vida anda pálida.
Anda em modo automático, levantar, trabalhar, muitas vezes nem comer, fazer o que precisa ser feito, ir pra casa e dormir.
Quase como morrer em vida. Como existir e só.
Ando tão sozinha, mas acompanhada de tantos pensamentos que têm sido meu refúgio.
Mas têm sido meu encosto.
Tenho mascarado faces que não me pertencem.
E todas essas sombras de dúvidas, medos e insegurança não me deixam seguir adiante.
Não entendo o rumo que estou percorrendo, nem as curvas que só aumentam.
Embora o caminho nunca tenha sido fácil, essa radicalidade tem me assustado. Superado qualquer expectativa.
Fiz algo que não fazia há tempos. Tomei um palco e cantei.
Não sei descrever aquele momento, alem de sair do meu próprio corpo e flutuar por cada uma das notas entoadas.
Talvez seja mais desse veneno que esteja me faltando.
sexta-feira, 4 de março de 2016
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Enquanto eu vou andando o mundo gira e nos espera numa boa, eu sei.
Isso deve ter outro nome.
Posso imaginar que deva haver qualquer tipo de significado
Circunstâncias em que deveria acontecer, motivo.
Deve haver uma saída também, uma curva que ainda não avistamos, um sentido.
Aquela tal "luz no fim do túnel".
Resolução,
Ora ré ora solução!
Vou caminhando sem direção enquanto isso.
Sem decifrar esse raciocínio incoerente
Que não sei onde começa e muito menos onde irá acabar.
Se não acabar comigo antes.
Posso imaginar que deva haver qualquer tipo de significado
Circunstâncias em que deveria acontecer, motivo.
Deve haver uma saída também, uma curva que ainda não avistamos, um sentido.
Aquela tal "luz no fim do túnel".
Resolução,
Ora ré ora solução!
Vou caminhando sem direção enquanto isso.
Sem decifrar esse raciocínio incoerente
Que não sei onde começa e muito menos onde irá acabar.
Se não acabar comigo antes.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Damos razão à razão alheia
E é quando perdemos a nossa própria.
Deixamos de ver o copo meio cheio
Quando insistimos na sua metade vazia.
E completamos a falta que sentimos em vazios que jamais serão preenchidos.
O caminho que tomamos foi pensado
De toda forma, não se define pela sua incoerência.
Solidão, sim e não.
Silêncio como nunca antes.
E é quando perdemos a nossa própria.
Deixamos de ver o copo meio cheio
Quando insistimos na sua metade vazia.
E completamos a falta que sentimos em vazios que jamais serão preenchidos.
O caminho que tomamos foi pensado
De toda forma, não se define pela sua incoerência.
Solidão, sim e não.
Silêncio como nunca antes.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Equi"livre-se!"
Qual a razão de estarmos presos às pessoas? Que necessidade é essa que exercemos uns pelos outros?
Com o passar dos dias, essa dúvida vem me perseguindo e aumentando meus questionamentos sobre ela.
Gostaria de entender mais sobre as tais "vidas passadas".
Como pode ser tão natural se ligar à alguém que mal conhecemos?
E depender de estar perto, de estar junto, de saber ao menos que a pessoa está lá, próxima de nós.
Sou sentimentalista, dependente, sim! É mais forte do que eu.
E talvez seja uma epidemia, pois não sou a única.
É tão contagioso esse negócio de gostar.
E serão sempre as correntes mais fortes que irão nos prender à alguém. As correntes do sentimento.
Que nos fazem gostar dessa prisão que nunca fez mal a ninguém. (até onde se tem notícias)
E é justo que meu equilíbrio esteja fora do meu próprio corpo?
Que todas as respostas que busco estejam na mente ao lado?
Já disseram por aí que o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço, não tenho dúvidas disso.
Mas não de qualquer um, isso é fato.
E nem de quem a gente escolhe ser! Isso é ridículo!!!
Sim, ridículo, pois é absurdo ficar abraçado a um "estranho" como se o mundo fosse acabar e você sequer se importa com isso.
E o mais absurdo é não ter esse abraço disponível 24 horas por dia, ou quando mais precisamos, principalmente.
Com o passar dos dias, essa dúvida vem me perseguindo e aumentando meus questionamentos sobre ela.
Gostaria de entender mais sobre as tais "vidas passadas".
Como pode ser tão natural se ligar à alguém que mal conhecemos?
E depender de estar perto, de estar junto, de saber ao menos que a pessoa está lá, próxima de nós.
Sou sentimentalista, dependente, sim! É mais forte do que eu.
E talvez seja uma epidemia, pois não sou a única.
É tão contagioso esse negócio de gostar.
E serão sempre as correntes mais fortes que irão nos prender à alguém. As correntes do sentimento.
Que nos fazem gostar dessa prisão que nunca fez mal a ninguém. (até onde se tem notícias)
E é justo que meu equilíbrio esteja fora do meu próprio corpo?
Que todas as respostas que busco estejam na mente ao lado?
Já disseram por aí que o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço, não tenho dúvidas disso.
Mas não de qualquer um, isso é fato.
E nem de quem a gente escolhe ser! Isso é ridículo!!!
Sim, ridículo, pois é absurdo ficar abraçado a um "estranho" como se o mundo fosse acabar e você sequer se importa com isso.
E o mais absurdo é não ter esse abraço disponível 24 horas por dia, ou quando mais precisamos, principalmente.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
despedida.
Está chegando a hora.
Frio na barriga, na espinha, mãos geladas e suando.
Coração acelerado e expectativa sobre o novo.
Estou me sentindo perdida e aflita.
Um novo passo que vem sendo dado, aos poucos, desde que tomei a decisão.
Como as nossas escolhas podem mexer tanto com tudo dentro de nós?!
E com o mundo a nossa volta, de uma maneira inexplicável.
Talvez o cansaço que me toma, dê lugar a essa nova possibilidade.
Mesmo que de um cansaço novo.
Foram cinco anos vividos aqui onde fiz muitos amigos, alguns prováveis "inimigos" e adquiri muita experiência.
Conheci pessoas por todo o país e fora dele também.
Raimundinhas, Robsvaldos, Suzanitas... Sotaques de todo lado!
E no cálculo de todas as coisas, saio com saldo positivo.
Com a certeza de ter feito o que deveria ter sido feito.
Ai ai, como sentirei saudades.
NDDigital *25/05/2010 +31/07/2015
E o futuro, a Deus pertence.
Frio na barriga, na espinha, mãos geladas e suando.
Coração acelerado e expectativa sobre o novo.
Estou me sentindo perdida e aflita.
Um novo passo que vem sendo dado, aos poucos, desde que tomei a decisão.
Como as nossas escolhas podem mexer tanto com tudo dentro de nós?!
E com o mundo a nossa volta, de uma maneira inexplicável.
Talvez o cansaço que me toma, dê lugar a essa nova possibilidade.
Mesmo que de um cansaço novo.
Foram cinco anos vividos aqui onde fiz muitos amigos, alguns prováveis "inimigos" e adquiri muita experiência.
Conheci pessoas por todo o país e fora dele também.
Raimundinhas, Robsvaldos, Suzanitas... Sotaques de todo lado!
E no cálculo de todas as coisas, saio com saldo positivo.
Com a certeza de ter feito o que deveria ter sido feito.
Ai ai, como sentirei saudades.
NDDigital *25/05/2010 +31/07/2015
E o futuro, a Deus pertence.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Vamos comemorar o fim dos tempos.
O recomeço do nada
Vamos comemorar os camelos no céu e as flores amarelas.
Comemorar o que nem se tem e o que não se pode ver.
Vamos comemorar o desespero e a saudade
A angústia do não saber
E comemorar o ano que há de vir ou já acabou.
Enquanto nos fazemos de lúcidos e perdemo-nos na insanidade.
Comemoramos o dia que sequer nos pertence.
E pensamos. E pesamos.
Chegamos à conclusão de que nada somos além de nada.
Parabéns pra nós, parabéns pra você.
Parabéns pra esse mundo que se encarrega de levar a ventania como um sopro
Pra qualquer lugar, pra qualquer lugar.
Me perdoa. E por mais que te doa... Me perdoa.
O recomeço do nada
Vamos comemorar os camelos no céu e as flores amarelas.
Comemorar o que nem se tem e o que não se pode ver.
Vamos comemorar o desespero e a saudade
A angústia do não saber
E comemorar o ano que há de vir ou já acabou.
Enquanto nos fazemos de lúcidos e perdemo-nos na insanidade.
Comemoramos o dia que sequer nos pertence.
E pensamos. E pesamos.
Chegamos à conclusão de que nada somos além de nada.
Parabéns pra nós, parabéns pra você.
Parabéns pra esse mundo que se encarrega de levar a ventania como um sopro
Pra qualquer lugar, pra qualquer lugar.
Me perdoa. E por mais que te doa... Me perdoa.
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