quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Volta lá e diz que era mentira
Que não queria ter comprado aquela meia duzia de rosas
Volta e diz que passou
Que foi apenas desejo
Que não pensou e nem quis jogar fora a sua vida
Volta lá e diz pra todo mundo o quanto foi cedo
O apelo, o medo.
Volta lá e diz que não queria ter comprado ingressos pra esse jogo
Que foi tolice tê-la deixado pra trás.
Diga que o tempo passa depressa, por favor, mas faça passar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Oportunidade,
Tu que me bate à porta nessa hora tão errada
A calada da noite se tornou barulhenta
Estrondosa, assustadora.
Me permitiu retroceder.
Mas eu dei pausa em todos os conceitos de antigamente.
Eu dei sequência à vida que vou levando.
Mas que diabos!
Não me contento em ter tão pouco, em ter nada nesse momento
Mas eu não posso ter tudo o que quero.
E como quero! (suspiro que dói na alma)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ei moça,
Tu tens me dito em entrelinhas
O quanto quer o impossível.
Tu tens mostrado, claramente
O desejo mais oculto.
Sinceramente, tu não sabes
De onde vem tanto desejo
Moça, ninguém pode descobrir por você
Onde fica esse abismo de prazer
Que de dentro de ti
Só poderá sair quando realmente ousares ser o que tu nem és.
Ou o que tu queres ser
Ou o que tua alma quer que tu sejas nesse momento.
Moça, tu mal podes imaginar...

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Tua imagem era poesia
Foi me comovendo aos poucos
Me corroeu por dentro
Sendo que sequer a conhecia.
Eu nunca a tive entre meus dedos.
Mas foi como poesia
Ao mesmo tempo acalmava
Ao mesmo tempo ardia.
Dentro de mim silencia.
Fora de mim, poesia.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Chove lá fora e dentro de mim calafria
Vento que sopra de todos os lados
Nuvens que cobrem a serenidade de um dia qualquer.
Chove e chove
Parece que nunca vai clarear.
Que o sol ficará escondido por não querer, simplesmente, não querer sair.
Chove lá fora e aqui dentro silencia
O estrondo que a chuva faz, faz por nós dois.
Não é preciso e nem possível contrariar o tempo
Nem os pingos que caem e caem.
Enquanto segue chovendo.

terça-feira, 31 de maio de 2016

A intenção não era fazer as pazes.
Nem era deixar tudo bem
Mas era saber se havia outro em seu lugar.
Ocupando aquele lugar que já não é ocupado por ninguém há tanto tempo, na verdade.
A intenção nem era brigar, nem era discutir.
Mas o único caminho era esse, ou o silêncio
Que já não respondia nada do que sequer queríamos saber um do outro.
E no fim de tudo, sustentamos esse mesmo silêncio por horas
Vagando dentro de nossas próprias cabeças.
Morrendo cada pedacinho de coração que ainda resta.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Estou me dando por vencida, na batalha que nem entrei.
Desisti de muitos planos que, de fato, nem criei.
Porque tudo é tão difícil? Mas eu nem experimentei!
O mundo só vai dando voltas, só vai dando voltas.

Por onde ando, eu?

Aqui estou, e nem sei onde.
Esperando por algo que nunca vem.
Por alguém que nunca chega.
Aqui estou, e permanecerei, não sei mais por quanto tempo.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Feliz 31/03.

Para nós que deixamos tantas coisas pra trás, que tomamos outras em nossas mãos.
Lembrei-me de tantas coisas agora e de tantas que tive de esquecer com o passar dos dias, para poder seguir em frente.
Mais uma vez o tempo provando que passa e passa muito rapidamente por nós.
Ou não sabemos aproveitar cada uma das oportunidades.
Ou nem são oportunidades, são apenas escolhas, bem ou mal feitas.
Quem sabe?


quarta-feira, 23 de março de 2016

Aqui, eu ainda estou e pretendo permanecer.

Navegando pelos blogs que costumava frequentar antigamente', percebi que sou a única que restou.
Percebi que todos foram abandonando seus "mundinhos" por aqui para dedicarem-se a outras coisas, talvez mais importantes.
Percebi como o mundo gira depressa, se pararmos para pensar.
E como as coisas tomam outros lugares, outras formas e interesses.
Nossa, como o mundo muda!
Será que fui a única que não mudou também? (acho que não, né?)
E lendo as postagens passadas me deparei com tantas histórias minhas entrelaçadas às de outras pessoas.
É tão estranho se imaginar dentro da vida de alguém e depois ver que está fora e não faz mais parte de nada. (absolutamente)
E dá pra entender cada uma das linhas que ficaram lá atrás, cada uma das entrelinhas, não ditas claramente, mas com a ânsia de que fossem "adivinhadas".
É uma grande loucura pensar nessas coisas.
É um imenso delírio voltar no tempo. Invadir pensamentos e rever o passado bem de perto.
As palavras vão ficando seladas na memória da gente. Vão ficando guardadas em lugares bem particulares onde ninguém, nunca, irá chegar.


 Alma pequena, nunca valeu a pena. Nunca foi bonito não ter empatia. Porque agora tem de ser? Querer encontrar sentimento, onde só existe nú...