segunda-feira, 29 de maio de 2017

Não tenha pressa, menina.
Tudo ao seu tempo.
Tudo acontece como deve ser
Mesmo quando não queremos
Mesmo quando queremos muito.
Talvez não seja da maneira que esperamos
Mas vamos buscar entender,
Aceitar que é mesmo assim.
Começo, meio e fim.
Não e sim.
E só assim teremos paz dentro de nós.
Porque podemos escolher sofrer,
E podemos, simplesmente, não sofrer.
Vai passar, com dor ou não.
Vai mudar, vai chegar e vai sair,
Vai ter riso e vai ter lágrima, obviamente.
Mas o importante, mesmo, é seguir em frente!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Silêncio.
A TV emudeceu,
Calamo-nos por alguns instantes
Nada mais existia além de nós.
Além da história que nunca começou
Que jamais haverá de terminar.
Suspiros,
Os corpos se procurando
Buscando calor e afago.
Amargo, sabor do chocolate
Que sobrou todo no prato
E o trato da hora certa pro fim de nós.
Findamos então,
Como deveria ser
Desde o primeiro sim,
Desde o nosso último adeus.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Sabe quando a vida da gente tá descendo
Numa constante
Tudo parece dar errado, a gente despenca sem parar
As coisas vão mal,
Amores acabam
Amigos vão embora
Parece que, absolutamente, nada dá certo.
Até que você olha para o lado.
O dia tá lindo
O sol tá brilhando
É meio de mês e ainda tem uns trocados
Tenho um emprego, casa e comida
Tenho dois empregos, aliás.
E, sabe, que ser sozinho às vezes é bom.
É estar consigo mesmo de volta
Reconectar-se com o mundo
Conversar com pessoas, sem compromisso
Conhecer gente nova,
Reencontrar gente "velha".
Ainda dói
Mas aos poucos a gente se encontra de novo
Se apaixona de novo
Se refaz, ainda melhor.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Abre teus olhos pro mundo, menina
Abre teu sorriso doce
Contarei cada uma das estrelas de tua constelação particular.
Contarei teus segredos aos céus.
Abre teu peito, menina
Abre tua voz desafinada
Gargalhada gigante
Exagero de gente.
Exagera tua vida, menina
Aproveita cada instante
Que essa gente mal vivida
Inveja tua coragem.
Menina, tu és poesia pura
Tuas fotos, teus lábios
Tuas cores e formas
Nem te conheço, menina
Só sei de teus interesses
Pelo lado mais belo das coisas
De ti, só sei o endereço
Pelos registros de tua lente
Só sei de teus desamores
Porque tropeçam nos meus.
Sei de ti, menina
Que não sabes nada sobre mim também.
E, talvez, um dia tua vida esbarre na minha
E eu saiba mais até do que gostaria
E tu descubras, também, mais de mim.
E deixarás então de ser poesia,
Passarás a ser a canção
Que hei de cantar todo dia.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sentimento tiquetaqueando em meu peito.
Cabeça voando, fazendo contas.
Fazendo de conta que tudo está bem.
E tem que estar mesmo, nada mais justo comigo.
Chegada a hora do recomeço.
Desapego.
Estão me tirando tudo o que tenho, que nunca foi meu.
Quero acreditar que seja para ter o que me pertence, de fato.
Para sorrir de novo, sem que seja de desespero.

O mundo resolveu me tirar tudo o que tenho!
Deus, qual a provação???
Por favor, mostre-me o caminho, pois já não sei para onde ir!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Sonhei com você esta noite,
Voltamos a nos amar,
Nunca deixamos...
E acordei com um vazio tão grande,
Acordei com saudade do seu cheiro
Do seu corpo, entrelaçado ao meu.
Acordei sentindo frio,
Sentindo falta da tua pele.
Não é fácil te perder pro mundo.

domingo, 30 de abril de 2017

Tu és feliz de verdade,
Como imaginou que seria
Ao andar por ai sozinha,
Rodeada de gente?
Estes lugares novos que tens frequentado,
Te preenchem como gostarias?
Desejo mesmo que sim.
Espero que te encontres dentro de ti,
Diante desse novo mundo que tens descoberto.
Só queria fazer parte dos teus planos,
Como sempre fizeste dos meus.
Dói ser descartado.
Como é incrível a nossa sintonia!
Mesmo sem saber da Minha dor,  escreveu exatamente tudo o que eu precisava ler.

Por Josias Zanchetta.

Animus e desanimus

Não negocio versos com a dor
Tampouco faço deles carnavais.

Entrego sorrisos
Protejo lágrimas.

No pequeno espaço entre corpo e alma
Deixo soprar  vento no oco
Para ouvir pífaros confusos
E Celebrações ao desconhecido.

Não era o sopro paterno criador de alma
Era só mais uma tempestade
Que optei por não sobreviver
Esperando por um acaso que desfaleceu
Em combate com a soberania.

Desisti de machucar a dor
Preferi fazer dela infindáveis festivais de esperança.
Desisti de enxugar as lágrimas
Preferi bebê las para ter mais sede.

Só não desisto de transbordar o riso...
É com ele que inundo os nômades traiçoeiros.
Não desisto de cantar sem plateia
De pintar molduras ao invés da tela
Usar óculos escuros em dias nublados
Usar tênis sujos e cadarços desamarrados
Comprar pão sem fome
Decorar sobrenome ao invés do nome.

 Alma pequena, nunca valeu a pena. Nunca foi bonito não ter empatia. Porque agora tem de ser? Querer encontrar sentimento, onde só existe nú...