Queria virar poeta
De versos elaborados
De livros, publicados.
Queria ser mais que sou.
E queria ser menos,
Bem menos poeta
Talvez, menos sofredor.
Queria cantar meu canto,
Do pranto que me consome.
Tal qual passarinho só
Que voa sem rumo e casa.
Que ao bater de suas asas
Deixa mais longe seu amor.
quarta-feira, 26 de julho de 2017
terça-feira, 25 de julho de 2017
Eu não queria te beijar.
Beijei.
E, naquele instante, não quis mais sair dali.
Da tua boca,
Do teu abraço,
Do chamego, das carícias e do amasso.
Que teu corpo faz sobre o meu corpo.
E que meus pensamentos já realizam,
Antes mesmo de acontecer.
Sinto falta até do que nem vivemos.
Estranha necessidade de ter você por perto.
Desperto do sonho, pois você nem existe.
Beijei.
E, naquele instante, não quis mais sair dali.
Da tua boca,
Do teu abraço,
Do chamego, das carícias e do amasso.
Que teu corpo faz sobre o meu corpo.
E que meus pensamentos já realizam,
Antes mesmo de acontecer.
Sinto falta até do que nem vivemos.
Estranha necessidade de ter você por perto.
Desperto do sonho, pois você nem existe.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
E se eu tivesse asas? Perguntaram-me.
Prontamente, respondi que voaria pra perto dela.
Que devaneio!
Mal a conheço,
Muito embora pareça eternidade.
Vidas que atravessaram, fazendo reencontrarmo-nos
E, fazendo, não sei porque, ela partir no mesmo instante.
Não sei se questiono o motivo,
Ou aceito o 'destino'.
Mas eu voaria, juro que sim, praqueles' braços.
Prontamente, respondi que voaria pra perto dela.
Que devaneio!
Mal a conheço,
Muito embora pareça eternidade.
Vidas que atravessaram, fazendo reencontrarmo-nos
E, fazendo, não sei porque, ela partir no mesmo instante.
Não sei se questiono o motivo,
Ou aceito o 'destino'.
Mas eu voaria, juro que sim, praqueles' braços.
Dei a ti toda minh'alma.
E dei sem pedir nada em troca
Sem esperar teu sim.
Que veio, discreto e não dito.
Entrelinhas da minha cabeça.
Por entre nossos poemas,
Entre canções e versos
Na despedida e na saudade.
Veio na ânsia de te encontrar
Mesmo que pela última vez,
Por um último abraço.
Por um beijo, acebolado.
E dei sem pedir nada em troca
Sem esperar teu sim.
Que veio, discreto e não dito.
Entrelinhas da minha cabeça.
Por entre nossos poemas,
Entre canções e versos
Na despedida e na saudade.
Veio na ânsia de te encontrar
Mesmo que pela última vez,
Por um último abraço.
Por um beijo, acebolado.
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Uma alegria para sempre - Mario Quintana
As coisas que não conseguem ser
olvidadas(esquecidas) continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever (uma coisa bela é uma alegria para sempre)
disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever (uma coisa bela é uma alegria para sempre)
disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer.
Sejamos a alegria pra alguém que "atravessou" nossa vida
Naquela noite quente, de puro êxtase.
"Onde as datas não datam" mas fizeram valer cada segundo.
E, mesmo que "ela tenha partido, casado, mudado, sumido, esquecido, enganado"...
Que carregue a lembrança daquelas canções.
Daquele tom, desafinado, desconsertado por seus olhos, certeiros.
Atirando todo o seu charme pra cima de mim.
Jogando com dança e graça.
Um jogo que parece nunca ter fim
O de se apaixonar pela pessoa certa, na hora errada.
Encontros desencontrados que a vida me arranja.
E, quem sabe, me traga de volta
Aquela menina.
Ou quem sabe seja mesmo sina.
Andar por aí, só.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
I wish you were here.
Quem era aquela menina
Que dançava, lindamente,
Numa vibe toda dela,
despretensiosamente?
Me prendeu no seu sorriso,
No seu gingado, quente.
Ai menina, que maldade
Ir embora pra bem longe.
Já me deixou com saudade
Da confusão da sua vida
Misturada na minha.
Que dançava, lindamente,
Numa vibe toda dela,
despretensiosamente?
Me prendeu no seu sorriso,
No seu gingado, quente.
Ai menina, que maldade
Ir embora pra bem longe.
Já me deixou com saudade
Da confusão da sua vida
Misturada na minha.
terça-feira, 11 de julho de 2017
juventude.
Mal sabia você
Da minha armadilha
Enquanto traçava seu plano
Que na verdade foi falho
Puro engano
Achar que ia me envolver.
Pensar que eu ia querer
Entrar nessa teia
Desavisada,
Sem ganhar nada
Além de superficiais arranhões.
Eu tava era à sua frente
Com todo o jogo criado
Com as peças a meu favor
Com a vitória garantida.
Desprevenida,
Sua juventude já me visitou
Há tempos!
Da minha armadilha
Enquanto traçava seu plano
Que na verdade foi falho
Puro engano
Achar que ia me envolver.
Pensar que eu ia querer
Entrar nessa teia
Desavisada,
Sem ganhar nada
Além de superficiais arranhões.
Eu tava era à sua frente
Com todo o jogo criado
Com as peças a meu favor
Com a vitória garantida.
Desprevenida,
Sua juventude já me visitou
Há tempos!
quinta-feira, 6 de julho de 2017
esquisita.
Olhar fixo
Um sorriso, tímido.
Um estalo.
No peito, na cuca.
Maluca sensação
De estar sendo despida.
Invadida pelos seus olhos.
Menina esquisita
Tão meiga e bonita.
Me pôs a sorrir.
Me fez refletir sobre ser.
Sobre te fazer ser.
O que talvez já seja
E ainda não saiba.
Um sorriso, tímido.
Um estalo.
No peito, na cuca.
Maluca sensação
De estar sendo despida.
Invadida pelos seus olhos.
Menina esquisita
Tão meiga e bonita.
Me pôs a sorrir.
Me fez refletir sobre ser.
Sobre te fazer ser.
O que talvez já seja
E ainda não saiba.
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