Acho que morri
Mesmo podendo sentir meu corpo se mover
Minha mente pensa, sem poder agir
Meus olhos seguem abertos
Mas sem poder enxergar.
Minhas mãos, em posição de reza
Em prontidão ao fim
Atadas, sobre mim
Dispostas sem qualquer ação
Isentas do seu perdão
Levando, apenas, consigo
O silêncio da agonia
Das dores que, então, sentia
Num lapso de compaixão
Num septo no caixão
O último suspiro de vida
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
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