quarta-feira, 26 de maio de 2010

elaiá, que saudade disso aqui.

Plausível show de humanidade.
Com aquelas, velhas, características que só ela tem
É quando a gente vê, de verdade
A falta que tudo faz.
O sonho que nunca vem.
É quando sabemos, sempre
De nada que é certo, enfim
De tudo que é bom pro mundo
De tudo que é ruim pra mim.
As coisas não são modernas
Nem lógicas e nem sensatas
Não são como a longa espera
Mas doem tanto quanto elas mesmas.
Me fazem parecer bacana
Conversas de meia hora
Que trazem de novo esperança
Certeza de nada, outrora.
As coisas são tão injustas
E tudo dá certo, mirem!
Pequenos espaços de tempo
Antes mesmo das dores saírem.
Antes que eu conte o tempo
Os fatos, os medos, a sede.
Antes que eu volte ao pó
Antes que eu despenque.
Sem volta, sem rota, sem culpa
Sem o velho pesadelo
Com novos e companheiros.
Senhores de terno preto.
Da morte, singela, espera
Das flores murchando sem dó
O tempo, e o tempo, só
Milagreiro pras angústias nossas.

(:

segunda-feira, 26 de abril de 2010

minha menina

Escrever pra você
Assim como tudo mais que tenho feito nos meus dias
Assim como a razão que me cerca
As luzes, as cores, sabores, amores.
O cheiro de fruta, tão doce flor que me invade
Saudade que canto
Não cessa meu pranto
Das dores de falta, com data marcada.
Selada a angústia, com a noite tão fria
Solitária, tão minha, sozinha, sem você.
Minutos contados, até que caiamos.
Arrancados, de novo, do farto acalento
Do nosso, só nosso, momento
Das juras e risos, sem culpa e sem medo
Partindo do, descarado, segredo
De amar e ser.
Completos de nós mesmos
Carícias e carências
Absurda saudade de ontem pra cá
Desde sempre.
E, na minha desenfreada procura
Sumindo, pra longe de mim
De frente ào meu próprio eu
Te encontro. Te busco
Querendo, sempre e pra sempre *-*
As nossas, tamanhas, loucuras
Pirraça, malícia e desejo.
Cada gesto, cada beijo.
De quando vejo em seus olhos
Os meus tão, claramente, refletidos
silêncio. Silenciando o nosso tempo
O nosso mundo, parado
Cercado de nada
E a chuva, gelada
Correndo meu corpo
Cada curva, nesse jogo
Nessa estrada rectilínea.
Peregrina distração
Companheira dos meus dias
Tão distantes de fim
De quando não tenho pra mim
Aqueles, tão nossos, dias
A cama, agora, vazia
Farto saudosismo
Abismo!
Desespero vago.
De tudo que, aqui dentro, trago
Todo meu amor por você.
Toda a minha vida que te entrego a cada dia
Cada passo, cada esquina.
Minha menina, tão minha *-*

segunda-feira, 12 de abril de 2010

.omG

Quero mais aquela grama
Quero estrelas mais brilhantes
E mais tempo pro nosso mundo
E mais vezes aquele tempo
Noite calma, vento frio
arrepio, sentimento *.*
Diante do céu, o seu juramento
Guardado, pra sempre, aqui dentro
Tão nosso, aquele momento.
E, tudo que imaginei
Melhor que pensei, se fez
E todas aquelas horas
Tão esperado dia
Voando se foi, outra vez.
Levando um pedaço meu
Deixando seu pensamento
Seu gosto e o cheiro, enfim
Que não sairão de mim
Pelo encaixe tão perfeito
E tudo daquele jeito
Que só a gente sabe
Que dentro de mim, nem cabe
Tamanha felicidade
Incrível capacidade de me fazer sorrir
De completar o que faltava
De quando, apenas, me perguntava
Se tudo seria assim.
Na árvore a nossa marca
Não mais que no peito meu
Vestígios dos beijos seus
De tudo que aconteceu.
E, agora, de novo a saudade
A espera, a angústia, a necessidade.
E o alívio por saber que TUDO é de verdade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

.que vá

Ouvi, de novo, o silêncio
Zumbindo como uma abelha
Tormenta da paz que tinha
pxxxxxi. Silencia.
E corre, certeira, notícia
Da peça da vida
Das artes de nós mesmo
Amor e ódio
Constantes aliados
Desde o fim, ào começo dos dias
Que, no entanto, desparelhos
Seguem, companheiros
Vertigos.
Descompassados passos
Do andar de criança, ainda, nova
Do carnaval à bossa
Veio, de volta, o progresso
Confesso segredo de amar
E pingos, bem soltos, da paciência que me cobre
Regresso de culpa
Disposta a não doer mais
Capaz de querer morrer
Garrida posse
Do que já não é seu, de fato
Entorpece de dor o peito
Qual já não mostra jeito
Prum passado que se foi
E que se vá.

quarta-feira, 31 de março de 2010

.Não meu

Olha só, mais um relato
da boêmia sendo falado
de forma sóbria mas que
seja entendida bêbada.
De segunda à domingo
sempre é sexta, praquele
boêmio que vive na rua
mas é esperto o suficiente
pra não dormir na sarjeta.
Bebe, fuma, ri e briga,
tudo em casa, tudo em
família, como sempre,
No buteco da esquina.
Joga sinuca, e fala de
política, reina do prefeito
ladrão, mas puxa a bola
da caçapa que o companheiro
derrubou então.
O futebol nunca falta,
nem a cerveja ou pinguinha
nem o terresmo ou linguicinha,
tudo em casa, tudo em família,
sempre o buteco da esquina.
Saí de emprego num vê a mulher,
traí ela com a katia, quando
chega em casa só num apanha
é na sola do pé.
Essa vida boêmia é cansativa,
minha barriga que lhe diga,
sempre cultivando ela em casa,
sempre com a família.

quinta-feira, 25 de março de 2010

contradigo.

Levantei disposta a ver o sol
E, mesmo assim, louca pra sentir a chuva, de novo, em meu rosto.
Me calei com a sensação de ainda tinha palavras pra dizer
E, fui completa de razão em manter-me no silêncio.
Hoje, eu acordei mais cedo que o normal.
Eu quis dormir muito mais.
Tentei não me atrasar
Consegui chegar, ainda, mais tarde.
No desperdício da chance de tê-la
Ganhei o que menos buscava
Era tudo que precisava
Aquilo que nem queria, e mesmo assim, esperava.
Minto e nego, dizendo a verdade, enfim.
Sonhos loucos, não e sim.
Contradição?! Imagiina.
Desespero e calmaria
O calor da noite fria
Tempestade e silêncio.
O som da casa, vazia.
Eu ainda me perco nos versos...

domingo, 21 de março de 2010

demorou, mas saiu. rs

Louco, louco sentimento
Novo, velho, juramento
Dos resquícios da estupidez alheia
Toda a minha paciência
Toda a sua serenidade
O desejo e a coragem
Pra tornar tudo real
Mesmo sendo surreal
Era como se nem o chão estivesse lá.
E mais nada além de nós.
Não calávamos um só instante
E as horas voaram
Tal qual o pensamento
Tanto quanto os mesmos pássaros que nos acordaram com canto
Depois do alívio do pranto
Que ví dos seus olhos correr.
Queriam me ver morrer!
Gritava de dentro dela
Uma voz que nem à pertencia
E que mesmo assim saía
Descontrole, submissão
Desapego, sim e não.
Quanta coisa, quanta gente
Tudo que aqui dentro sente
E, de novo, novamente
Novos passos pra um outro lado.

quinta-feira, 18 de março de 2010

outra vez, amor.

Sem motivo, nem razão
Sem qualquer explicação
Pra tamanha loucura
Derradeira procura
Que acaba ao mesmo tempo.
Sinto, cada vez mais, perto
Um futuro, ainda, incerto
Peito aberto e permissão
Da querência descabida
Veio a cura pra ferida
Que se abriu no coração.
Veio o fogo, veio a sede
Mistura de medo e desejo
Onde tudo que mais vejo
É um novo caminho, enfim
Que se abre pra mim
Tanto quanto teus braços
Entrelaço *-*
Para cada passo meu
Um encontro ao teu abrigo
O refúgio do perigo
Que, sempre, tanto me acolheu
Renasceu aqui dentro
Tudo que sempre existiu
O amor que sequer saiu
De dentro do peito meu.
Talvez, por aqui se escondeu
Procurando uma resposta
E, disposta a não relutar
Me encaixei nas circunstâncias
Crendo na tolerância
Da saudade e da distância
Que me impede de ter-te
E, mesmo assim te querer.
Vou esperar...
Esperarei porque sei que virás.

quarta-feira, 17 de março de 2010

viver .-.

Vou morrer aos 15 anos
Desfazer-me dos planos
De criança e de hoje em dia
Quando ainda nem crescí
Das noites que mal dormi
Pensando em como ia ser
Esperando a tal partida
A estanca da ferida
Despedida.
Saltarei de bungee jump
Vou entorpecer, dos meus próprios sentimentos
Esquecer de todo aquele juramento e julgamento
Dentro do apartamento
Trancado e sozinho, enfim
Sozinho, tal qual à mim.
Tão morto por dentro aos poucos
Loucos!
Acreditam que posso ir?!
Eu nunca quis, mesmo, partir
Mas fizestes com que fosse
Me empurraste para o abismo
Do meu próprio anarquismo
Dentro de mim tão calado.
Explosivo, retraído
Prestes a gritar.
Disposto a desengasgar
Toda culpa e todo o medo
Despejar o tal segredo
De morrer pra viver bem.

terça-feira, 16 de março de 2010

delírio.

Delírios dos sonhos teus
Palavras, dispersas, soltas
Febril e com dor, enfim
Mas aquela que vem do peito
Do medo de perder a mão
Que se estende a cada dia
Pela angústia, agonia
De nem mais notícias ter
Pelo medo de perder
De, talvez, sofrer
Quando olhos já não vêem
Outros olhos a te olhar
Me preocupa o caminhar
Do destino e do caminho
Mal traçado, mesquinho
Que insistimos em continuar
Em seguir pra não voltar
Sem saber onde vai dar
Essa séria brincadeira.

 Alma pequena, nunca valeu a pena. Nunca foi bonito não ter empatia. Porque agora tem de ser? Querer encontrar sentimento, onde só existe nú...